Boleima com maçã

Após ter feito e partilhado a tarte de maçã, houve uma sugestão no facebook a desafiar-nos para fazermos boleima. Sabia que era um bolo do Alentejo mas não fazia ideia de como seria feito. Com uma breve pesquisa, percebi que era mesmo muito simples e durante a tarde, experimentámos logo fazê-la.

Seguimos a receita que encontrei na página Gastronomia Alentejana e Caça e que transcrevo para aqui, com pequenas alterações.

Basicamente, pelo que pesquisei e vi no vídeo que está no fim do post, a boleima era um bolo doce, um aproveitamento dos restos da massa de pão (massa já fermentada), onde se juntava gordura, açúcar e canela. Hoje em dia, é mais comum encontrar-se boleima de maçã ou de frutos secos e melhorou-se a massa, para não ficar muito seca.

Boleima

Ingredientes:

750g de farinha sem fermento
750g de maçãs, descascadas e cortadas aos cubinhos
100g de açúcar amarelo
1dl de azeite
água q.b. para amassar
açúcar amarelo e canela q.b. para polvilhar

Preparação:

– Pré-aquecer o forno a 220º e forrar um tabuleiro de forno com papel vegetal (ou besuntar com manteiga).
– Ferver o azeite e vertê-lo sobre a farinha. Juntar o açúcar amarelo e amassar muito bem à mão. Adicionar água à medida que for necessário, até formar uma bola de massa homogénea.
– Dividir a massa em duas partes iguais. Polvilhar a bancada de trabalha com farinha e estender uma das metades (à mão ou com o rolo da massa), até ficar com a dimensão do tabuleiro. Colocar a massa no fundo do tabuleiro e polvilhar com a mistura de açúcar amarelo e canela. Pôr a maçã por cima. Estender a segunda metade de massa do mesmo modo e colocar sobre a maçã. Polvilhar novamente com canela e açúcar amarelo.
– Levar ao forno durante 35 minutos, a 180ºC, até a massa se apresentar firme ao toque.

Boleima

Boleima

Boleima

A massa de pão servia igualmente para fazer doces. Os nossos antepassados medievais deliciavam-se com a boleima, não mais do que um bolo de massa de farinha, com açúcar e canela. Hoje em dias boleima está associada a doce alentejano.

(Roby Amorim, 1987, em “Da Mão à Boca” e referido por Virgílio Gomes aqui)

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